Politica

Eleição em Israel testa permanência de Netanyahu e pode ampliar impasse político

Por • Publicado em 27 de outubro de 2026 • Atualizado em 27 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Jornal Opção

Cerca de 7,3 milhões de eleitores devem escolher os 120 integrantes do Knesset em uma disputa marcada pela fragmentação partidária

Cerca de 7,3 milhões de israelenses estão aptos a votar nesta terça-feira, 27, para escolher os representantes das 120 cadeiras do Parlamento de Israel, o Knesset. A eleição ocorre em meio à polarização política e ao desgaste do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, líder do Likud, e reúne 38 partidos.

As pesquisas mencionadas nas informações divulgadas não indicam que um dos blocos tenha força suficiente para conquistar sozinho a maioria parlamentar, formada por 61 cadeiras. Mesmo que um grupo obtenha mais assentos, a formação do próximo governo dependerá de negociações com partidos menores, que podem ter papel decisivo na escolha do primeiro-ministro.

A fragmentação pode dificultar a criação de uma coalizão estável. Caso as negociações fracassem, o impasse poderá prolongar a indefinição política e abrir caminho para uma nova eleição. Israel já formou governos sem uma maioria parlamentar própria em outras ocasiões, mas o cenário atual é apresentado como mais complexo para a construção de acordos.

Netanyahu enfrenta pressões relacionadas às consequências dos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 e às guerras que se seguiram na região. A condução da crise de segurança, a situação dos reféns e as decisões militares ampliaram as críticas ao governo, segundo as informações divulgadas. O primeiro-ministro também enfrenta oposição de grupos ultraortodoxos contrários à obrigatoriedade do serviço militar para integrantes de suas comunidades.

O aumento do custo de vida e os impactos econômicos dos conflitos também são apontados como fatores presentes no cenário eleitoral. O resultado deverá indicar se Netanyahu conseguirá preservar sua base parlamentar e manter aliados suficientes para continuar no comando do governo.

Entre os nomes da oposição está Gadi Eisenkot, general aposentado que comandou o Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel entre 2015 e 2019. Ele participou inicialmente do gabinete de guerra de Netanyahu, mas rompeu com o primeiro-ministro após divergências sobre a condução do conflito, a prioridade dada à recuperação dos reféns e a abertura de novas frentes militares.

A oposição também reúne o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett e Yair Lapid, líder do partido centrista Yesh Atid. Yair Golan, dos Democratas, e Avigdor Liberman, do Yisrael Beiteinu, são apontados como outros nomes que podem participar das articulações. Os partidos contrários ao governo, porém, enfrentam dificuldades para chegar a um acordo sobre quem lideraria uma eventual coalizão. A ausência de um nome consensual e as divergências sobre a questão palestina podem dificultar a formação de uma maioria alternativa.

Redação

Você também pode gostar