Nota assinada por Valdemar Costa Neto também destaca a bancada eleita pelo partido; Flávio Bolsonaro anunciou medidas judiciais contra a chapa vencedora
O Partido Liberal (PL) reconheceu, em nota publicada nesta segunda-feira, 26, a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo, 25. O documento é assinado pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e afirma que o partido continuará acompanhando questionamentos relacionados ao processo eleitoral.
Na nota, o PL declarou reconhecer o resultado presidencial proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas afirmou que os questionamentos levantados durante a eleição precisam ser esclarecidos em um debate político equilibrado e democrático. A legenda também disse que continuará acompanhando os fatos e buscando respostas “com responsabilidade, transparência e respeito às instituições”.
O documento menciona declarações de Flávio Bolsonaro, senador e candidato do partido derrotado no segundo turno. No texto, o PL afirma que o parlamentar venceu o primeiro turno com vantagem de 2,2 milhões de votos, mas que o resultado foi diferente na segunda etapa. A nota também questiona os efeitos da ampliação dos gastos públicos com benefícios sociais às vésperas da votação, classificando o tema como uma questão a ser analisada no processo eleitoral.
Ao destacar o desempenho da sigla nas eleições, o partido afirmou ter encerrado o pleito com uma bancada de 121 deputados federais, 29 senadores, 229 deputados estaduais e distritais e seis governadores. Esses números foram apresentados pelo próprio PL como uma demonstração da força da legenda e da confiança dos eleitores em suas ideias.
Ainda no domingo, Flávio Bolsonaro classificou como “inaceitável” a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo as informações divulgadas, determinou a prorrogação da votação por mais duas horas em locais afetados por problemas no transporte público. A medida foi relacionada à determinação de manutenção de 100% da frota de ônibus nas cidades.
Apesar da crítica, Flávio também solicitou a ampliação do horário de votação por causa das chuvas que atingiram Minas Gerais e o Rio Grande do Sul. Nesta segunda-feira, 26, afirmou que pediria a cassação da chapa de Lula e criticou outra decisão, atribuída por ele ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, relacionada à entrega de passaportes e à proibição de deixar o Brasil. O senador também disse que organizaria a oposição ao novo mandato do petista no Congresso Nacional.




