Presidente afirmou ter ampliado investimentos em infraestrutura, educação e crédito, embora campanha tivesse priorizado propostas para o futuro
Segundo reportagem publicada no portal O GLOBO, o confronto direto com Flávio Bolsonaro (PL) em um debate fez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abandonar, durante o encontro, a estratégia de concentrar suas falas em propostas para o futuro e voltar a defender resultados de seus mandatos.
A mudança ocorreu já na primeira resposta de Lula a uma pergunta de Flávio sobre infraestrutura. O presidente afirmou que o país nunca havia investido tanto no setor e citou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado, segundo ele, com a participação de todos os governadores e partidos políticos. Lula declarou que o programa prevê R$ 1,1 trilhão e que R$800 milhões já foram executados.
A defesa do legado havia marcado a campanha de Lula no começo do primeiro turno e também os programas do horário eleitoral. Depois, a orientação atribuída à coordenação de campanha passou a ser mostrar propostas para um eventual novo mandato, deixando em segundo plano as referências às administrações anteriores. A mudança teria ocorrido três semanas antes do primeiro turno, após um encontro do presidente com um grupo de eleitoras.
A estratégia foi reforçada depois de Flávio Bolsonaro terminar em primeiro na etapa inicial da eleição e de a organização da campanha ser reformulada. A avaliação apresentada era que a ênfase no passado não produziria votos.
No debate de sexta-feira, Lula voltou a mencionar seus governos ao responder sobre escola em tempo integral. Ele afirmou que o país reconhece o que foi feito na educação desde que o PT assumiu a Presidência, em 2003. Na mesma resposta, apresentou a proposta de universalizar a escola em tempo integral em um eventual quarto mandato.
Ao tratar da dívida pública, o presidente também reivindicou para seus governos o maior volume de concessão de crédito já realizado no país.




