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Confronto com Flávio leva Lula a retomar defesa de legado em debate

Por • Publicado em 24 de outubro de 2026 • Atualizado em 24 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Imagem editorial ilustrativa de urna em local de votação, sem candidatos ou partidos.
Imagem editorial ilustrativa gerada por IA para contextualizar a pauta eleitoral. Crédito: Jornal Ponto Crítico / imagem ilustrativa

Presidente afirmou ter ampliado investimentos em infraestrutura, educação e crédito, embora campanha tivesse priorizado propostas para o futuro

Segundo reportagem publicada no portal O GLOBO, o confronto direto com Flávio Bolsonaro (PL) em um debate fez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abandonar, durante o encontro, a estratégia de concentrar suas falas em propostas para o futuro e voltar a defender resultados de seus mandatos.

A mudança ocorreu já na primeira resposta de Lula a uma pergunta de Flávio sobre infraestrutura. O presidente afirmou que o país nunca havia investido tanto no setor e citou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado, segundo ele, com a participação de todos os governadores e partidos políticos. Lula declarou que o programa prevê R$ 1,1 trilhão e que R$800 milhões já foram executados.

A defesa do legado havia marcado a campanha de Lula no começo do primeiro turno e também os programas do horário eleitoral. Depois, a orientação atribuída à coordenação de campanha passou a ser mostrar propostas para um eventual novo mandato, deixando em segundo plano as referências às administrações anteriores. A mudança teria ocorrido três semanas antes do primeiro turno, após um encontro do presidente com um grupo de eleitoras.

A estratégia foi reforçada depois de Flávio Bolsonaro terminar em primeiro na etapa inicial da eleição e de a organização da campanha ser reformulada. A avaliação apresentada era que a ênfase no passado não produziria votos.

No debate de sexta-feira, Lula voltou a mencionar seus governos ao responder sobre escola em tempo integral. Ele afirmou que o país reconhece o que foi feito na educação desde que o PT assumiu a Presidência, em 2003. Na mesma resposta, apresentou a proposta de universalizar a escola em tempo integral em um eventual quarto mandato.

Ao tratar da dívida pública, o presidente também reivindicou para seus governos o maior volume de concessão de crédito já realizado no país.

Redação

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