Cerca de 7,3 milhões de eleitores devem escolher os 120 integrantes do Knesset em uma disputa marcada pela fragmentação partidária
Cerca de 7,3 milhões de israelenses estão aptos a votar nesta terça-feira, 27, para escolher os representantes das 120 cadeiras do Parlamento de Israel, o Knesset. A eleição ocorre em meio à polarização política e ao desgaste do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, líder do Likud, e reúne 38 partidos.
As pesquisas mencionadas nas informações divulgadas não indicam que um dos blocos tenha força suficiente para conquistar sozinho a maioria parlamentar, formada por 61 cadeiras. Mesmo que um grupo obtenha mais assentos, a formação do próximo governo dependerá de negociações com partidos menores, que podem ter papel decisivo na escolha do primeiro-ministro.
A fragmentação pode dificultar a criação de uma coalizão estável. Caso as negociações fracassem, o impasse poderá prolongar a indefinição política e abrir caminho para uma nova eleição. Israel já formou governos sem uma maioria parlamentar própria em outras ocasiões, mas o cenário atual é apresentado como mais complexo para a construção de acordos.
Netanyahu enfrenta pressões relacionadas às consequências dos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 e às guerras que se seguiram na região. A condução da crise de segurança, a situação dos reféns e as decisões militares ampliaram as críticas ao governo, segundo as informações divulgadas. O primeiro-ministro também enfrenta oposição de grupos ultraortodoxos contrários à obrigatoriedade do serviço militar para integrantes de suas comunidades.
O aumento do custo de vida e os impactos econômicos dos conflitos também são apontados como fatores presentes no cenário eleitoral. O resultado deverá indicar se Netanyahu conseguirá preservar sua base parlamentar e manter aliados suficientes para continuar no comando do governo.
Entre os nomes da oposição está Gadi Eisenkot, general aposentado que comandou o Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel entre 2015 e 2019. Ele participou inicialmente do gabinete de guerra de Netanyahu, mas rompeu com o primeiro-ministro após divergências sobre a condução do conflito, a prioridade dada à recuperação dos reféns e a abertura de novas frentes militares.
A oposição também reúne o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett e Yair Lapid, líder do partido centrista Yesh Atid. Yair Golan, dos Democratas, e Avigdor Liberman, do Yisrael Beiteinu, são apontados como outros nomes que podem participar das articulações. Os partidos contrários ao governo, porém, enfrentam dificuldades para chegar a um acordo sobre quem lideraria uma eventual coalizão. A ausência de um nome consensual e as divergências sobre a questão palestina podem dificultar a formação de uma maioria alternativa.




