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Gracinha Caiado e Gustavo Gayer questionam decisão de Zanin sobre horário de votação

Por • Publicado em 26 de outubro de 2026 • Atualizado em 26 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Portal 6

Senadores eleitos por Goiás reagiram de formas diferentes à prorrogação do período de votação no segundo turno das eleições de 2026

Gracinha Caiado (UB) e Gustavo Gayer (PL), senadores eleitos por Goiás, questionaram neste domingo (25) a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação no segundo turno das eleições de 2026.

Gracinha Caiado afirmou que a medida exige “explicações urgentes ao povo brasileiro”. Segundo ela, a decisão foi monocrática, tomada por um único ministro, e teria sido divulgada quando o encerramento da votação estava próximo.

A senadora eleita questionou como a prorrogação seria executada e se teria efeito prático. Também perguntou por que uma decisão dessa dimensão foi tomada perto do fim da votação, por que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pelo processo eleitoral, não teria sido consultado e por que não se aguardou uma decisão do presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques.

Gracinha declarou ainda que a escolha do presidente da República não admite “improviso, insegurança ou falta de transparência”. Ela afirmou que garantir o direito ao voto é fundamental, mas defendeu também regras claras, tratamento igualitário e respeito à vontade popular.

Gustavo Gayer adotou tom mais crítico. O senador eleito chamou Zanin de “advogado do Lula, que ele colocou no STF, seu amigo pessoal” e afirmou que o ministro teria passado por cima do TSE. Gayer também disse que muitas urnas já haviam sido fechadas quando a prorrogação foi anunciada.

O parlamentar questionou por que a decisão teria validade em todo o país se, segundo ele, a reclamação havia ocorrido apenas em Salvador e em outro estado. Gayer ainda sugeriu que a medida poderia criar um cenário para anular as eleições ou permitir a ocorrência de irregularidades. Não foram apresentados elementos que sustentem essa afirmação.

Informações tornadas públicas apontaram falhas na oferta de ônibus a eleitores em oito estados: Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas, Rio de Janeiro e Paraíba. Os dados foram atribuídos ao Ministério Público Eleitoral, a agências reguladoras estaduais e a gestores do transporte público. Salvador foi apontada como a cidade mais citada, com circulação de menos da metade da frota prevista.

A campanha de Flávio Bolsonaro também pediu ao TSE que a votação fosse estendida até as 19h, mas com a justificativa de restringir a ampliação a locais afetados por chuvas fortes, alagamentos e falta de energia. O pedido incluía Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Pedidos da campanha de Lula haviam sido encaminhados pouco antes a Kassio Nunes Marques. Às 15h44, o presidente do TSE informou que avaliava as solicitações. Às 16h32, a demanda também chegou ao STF, onde Zanin foi sorteado relator.

Redação

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