Em discurso após a vitória nas eleições presidenciais de 2026, presidente afirmou que houve interferência vinda do exterior por meio de plataformas digitais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu, em seu primeiro discurso após a vitória nas eleições presidenciais deste domingo (25), os votos recebidos e afirmou que precisou enfrentar uma suposta interferência estrangeira por meio de plataformas digitais. Reeleito com mais de 64 milhões de votos, ele defendeu a regulamentação dessas empresas em seu novo mandato.
Lula disse que o crime praticado no ambiente digital deve ser tratado da mesma forma que crimes cometidos fora da internet. Segundo o presidente, a interferência teria ocorrido “de fora para dentro” por meio de plataformas digitais, que, na avaliação dele, precisarão ser reguladas.
“Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital tem que ser tratado igual crime na vida real”, afirmou.
O presidente também criticou empresas de grande porte que, segundo ele, movimentam bilhões de reais, não pagam impostos ao país e tentam influenciar o resultado eleitoral. A declaração foi feita por volta das 22h20, em um auditório do hotel InterContinental, na capital paulista.
Durante o discurso, Lula agradeceu ao povo brasileiro, à juventude e às pessoas idosas que participaram da votação. Ele mencionou cenas de pessoas com dificuldades de locomoção que teriam sido levadas por familiares para votar e associou a participação à defesa da democracia.
Sobre o próximo governo, o presidente afirmou que as eleições de 2026 trouxeram lições e que pretende ampliar a participação popular nas decisões. Também disse que a comunicação digital terá espaço maior na administração e agradeceu ao deputado federal André Janones, que coordenou uma campanha nas redes sociais em apoio à reeleição.
Lula declarou ainda que pretende “mudar o jeito de governar este país” e afirmou que não quer ser interpretado por jornalistas que, segundo ele, atuem de má-fé. Ele completará 81 anos na próxima terça-feira (27) e foi reeleito para o quarto mandato. De acordo com as informações divulgadas, seus períodos anteriores na Presidência foram de 2003 a 2010 e de 2023 a 2026.




