Ramo de Infraestrutura movimentou R$ 161,7 milhões no estado em 2025, segundo dados divulgados pelo Sistema OCB Nacional
Segundo reportagem publicada no portal Revista Factual, dados do AnuárioCoop, divulgado pelo Sistema OCB Nacional, mostram que o ramo de Infraestrutura reuniu 30 cooperativas em Goiás em 2025, incluindo 21 voltadas à Habitação. O segmento movimentou R$ 161,7 milhões no período, acumulou R$ 902,1 milhões em ativos e registrou R$ 5,5 milhões em sobras.
A Habitação é apresentada no material como um dos segmentos do ramo de Infraestrutura do cooperativismo. O setor também abrange cooperativas de geração e distribuição de energia elétrica, saneamento básico, telecomunicação, construção civil e irrigação.
De acordo com os dados do AnuárioCoop citados na publicação, as cooperativas de Infraestrutura em Goiás empregavam 226 pessoas e tinham 2.996 cooperados em 2025. As sobras são descritas como valores distribuídos entre os cooperados de forma proporcional à participação nas atividades da cooperativa. O texto compara esse resultado ao lucro de empresas e bancos tradicionais.
O presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, afirma que o cooperativismo habitacional pode reduzir custos ao reunir pessoas com um objetivo comum, unir recursos, compartilhar despesas e retirar intermediários dos empreendimentos. Segundo ele, a gestão democrática permite buscar soluções para aquisição de terrenos, construção e financiamento dos imóveis.
Pereira também diferencia o modelo cooperativista de formas tradicionais de aquisição de imóveis. Nesse formato, os futuros moradores participam da organização e das decisões relacionadas ao empreendimento, acompanham o andamento do projeto e compartilham responsabilidades e benefícios. A finalidade, conforme a declaração atribuída ao presidente, é atender às necessidades dos próprios cooperados, e não gerar lucro para incorporadoras ou investidores.
Entre os cuidados indicados por Pereira para quem considera adquirir um imóvel por meio de uma cooperativa habitacional estão verificar se a organização está regularmente constituída e se mantém uma governança transparente. A publicação também menciona a necessidade de conhecer o histórico da cooperativa, mas o conteúdo fornecido é interrompido nesse ponto.


