Deputado federal afirma que campanha percorreu diferentes regiões do estado e considera que comparecimento às urnas será decisivo
O deputado federal Rubens Otoni (PT), reeleito por Goiás, afirmou que espera uma votação de Luiz Inácio Lula da Silva superior à registrada no segundo turno de 2022 no estado. A declaração foi dada neste domingo (25), durante a votação do segundo turno, que reúne Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo Otoni, a campanha de Lula atuou em diferentes regiões de Goiás e criou expectativa de ampliar o percentual obtido pelo presidente na eleição anterior. No segundo turno de 2022, Jair Bolsonaro (PL) recebeu 58,71% dos votos válidos no estado, enquanto Lula teve 41,29%. A abstenção foi de 20,74%. Naquele pleito, Bolsonaro somou 2,19 milhões de votos e Lula, 1,54 milhão.
Mais de 5 milhões de goianos eram esperados nas urnas neste segundo turno. Em âmbito nacional, Otoni classificou a disputa como apertada e avaliou que o comparecimento do eleitorado poderá influenciar o resultado. Ele também afirmou que a abstenção deve diminuir de maneira significativa.
A eleição é disputada por Lula e Flávio Bolsonaro. Na primeira etapa, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Pesquisa Datafolha divulgada em 22 de outubro apontou os dois candidatos com 50% dos votos válidos.
Na rodada divulgada no sábado (24), Flávio apareceu com 51% das intenções de voto, enquanto Lula registrou 49%. O levantamento ouviu 4.050 eleitores na sexta-feira (23) e no sábado, com margem de erro de dois pontos percentuais. De acordo com os dados apresentados, a diferença estava dentro da margem de erro.
Questionado sobre a existência de algum levantamento interno que apontasse cenário diferente, Otoni não citou uma pesquisa específica. Ele afirmou apenas que há variações entre os institutos sobre qual candidato aparece à frente, mas que os levantamentos convergem para uma disputa apertada.
O deputado também avaliou as mobilizações de apoiadores de Lula em Goiás, especialmente em Anápolis. Para ele, a participação de jovens em atos e discussões sobre pautas políticas é positiva. Otoni defendeu ainda que esse envolvimento continue depois do período eleitoral e contribua para a elaboração de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e social do país.


