Inventário deverá medir cerca de 142 toneladas de CO₂e geradas durante evento realizado de 27 a 29 de outubro, em Goiânia
A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) informou que vai medir e compensar as emissões de gases de efeito estufa geradas pela Expoind 2026, realizada de 27 a 29 de outubro no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia. A estimativa inicial é de cerca de 142 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e), com compensação prevista por meio do plantio de 859 mudas de espécies nativas do Cerrado.
A Expoind integra a FICCA Goiás — Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio. A organização prevê receber 30 mil visitantes e estima movimentar até R$ 1 bilhão em negócios ao longo dos três dias de programação.
Segundo a Fieg, o inventário de emissões será elaborado com base na metodologia do GHG Protocol. O levantamento deverá considerar o consumo de energia para iluminação e climatização dos pavilhões, a geração de resíduos, a logística e o deslocamento do público até o local do evento.
A medição final será usada para calcular a quantidade de gases de efeito estufa a ser compensada. O plantio de mudas nativas do Cerrado é a medida prevista pela entidade para a compensação das emissões.
A iniciativa faz parte das ações de sustentabilidade adotadas pela Fieg desde 2024 para quantificar e compensar emissões geradas em seus eventos. De acordo com Flávio Rassi, presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da federação, o processo também permitirá comunicação com o comitê de governança ambiental, social e corporativa (ESG) da entidade.
O trabalho foi contratado com a Verdan Engenharia Sustentável, consultoria sediada em Goiânia. O engenheiro sanitarista e ambiental Áquila Silva Levindo, sócio-fundador da empresa, afirmou que o levantamento rastreará atividades, serviços e materiais relacionados ao evento.
Conforme a explicação apresentada pelo engenheiro, o inventário pode abranger três escopos de emissões previstos nas normas técnicas brasileiras. Ele também afirmou que, no Brasil, a Fundação Getulio Vargas coordena o processo do GHG Protocol e publica anualmente parâmetros e padrões de emissão para cada escopo.




