Treinador reconheceu falhas em dois lances decisivos, mas afirmou que não pretende abandonar a reação do time na Série B
A derrota do Goiás por 2 a 0 para o Vila Nova, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, manteve a equipe na 13ª colocação da Série B do Campeonato Brasileiro, com 36 pontos após 27 rodadas. O técnico Mozart Santos reconheceu a frustração com o resultado e afirmou que continuará trabalhando para buscar uma reação na competição.
Mozart avaliou que o Goiás teve atuações distintas nos dois tempos do clássico. Segundo o treinador, a equipe controlou o jogo na etapa inicial, mas não conseguiu manter o mesmo desempenho depois do intervalo.
“Foram dois tempos distintos, na minha opinião. No primeiro tempo nós controlamos o jogo, tivemos algumas chances. Infelizmente, no segundo tempo não conseguimos manter o mesmo nível. Duas chances que eles tiveram acabaram sendo eficazes e fizeram os gols. Derrota é sempre dolorosa, tratando-se de um clássico, mais ainda”, afirmou.
O técnico assumiu a responsabilidade pelo resultado e apontou infiltrações como origem dos dois gols do Vila Nova. Ele disse que os movimentos eram conhecidos pela comissão técnica e citou Hayner e João Vieira nas jogadas.
“Os dois gols que nós tomamos são de duas infiltrações. Nós sabíamos que o João Vieira tem essa capacidade. A primeira infiltração é do Hayner e a segunda é do João Vieira. Nós sabíamos que era uma jogada importante deles e, infelizmente, não conseguimos controlar essas duas jogadas”, explicou Mozart.
O treinador também afirmou que o Goiás ainda busca uma formação considerada ideal, apesar da reta final da competição, e relacionou as mudanças constantes na escalação à dificuldade de alcançar regularidade.
“Nós ainda estamos em setembro e num processo de encontrar a melhor formação. Cabe a mim encontrar a formação mais equilibrada, que se complemente melhor”, declarou.
Com 36 pontos, o Goiás está sete atrás do sexto colocado. O Vila Nova chegou a 47 pontos, abrindo vantagem de 11 pontos sobre o rival. Mozart afirmou que seguirá acreditando enquanto houver possibilidade matemática de reação.
“Energia, disposição para trabalhar e motivação não vão faltar nunca da minha parte. Não vai ser na primeira dificuldade que eu vou desistir. É difícil? É óbvio que é difícil, mas não é impossível. Nós temos 33 pontos para disputar”, disse.
Mozart também ressaltou que uma eventual recuperação depende da integração entre clube, jogadores e comissão técnica. “Nos meus anos de acesso era uma conexão conjunta. Não era só jogador e comissão técnica, era clube, jogador e comissão técnica. Tenho certeza que o clube também vai se conectar”, afirmou.



