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Dólar mais alto pode dar suporte ao milho nos portos e na B3

Por • Publicado em 27 de outubro de 2026 • Atualizado em 27 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Canal Rural

Oferta elevada mantém pressão no mercado interno, enquanto câmbio mais favorável tende a melhorar a paridade de exportação

O milho spot em Chicago encerrou a semana anterior com queda de 3,80%. No Brasil, o contrato de mesma referência na B3 fechou a R$ 65,53 por saca, recuo de 1,56% no período. Uma análise da ferramenta de inteligência de mercado Grainsights, da Grão Direto, aponta que o câmbio pode influenciar as cotações nos portos e na bolsa nos próximos dias.

No mercado brasileiro, os preços do milho seguem pressionados pela boa disponibilidade do cereal, de acordo com informações atribuídas ao Cepea. Os compradores permanecem cautelosos, com abastecimento para o curto prazo, enquanto acompanham o plantio. Os produtores, por sua vez, estão mais flexíveis nas negociações, seja para obter recursos, seja diante do receio de novas quedas.

A demanda das usinas de etanol de milho e das fábricas de ração para aves e suínos permanece firme e deve continuar crescendo, conforme a Conab. Esse movimento contribui para estabelecer um piso às cotações, embora a oferta ainda seja considerada confortável no mercado interno.

A elevação do dólar após as eleições presidenciais tende a melhorar a paridade de exportação do milho. Com isso, os preços nos portos e os contratos negociados na B3 podem ganhar algum suporte, depois de um período de viés de baixa. A reação no interior, porém, tende a ser mais gradual do que nos portos, devido à disponibilidade do cereal.

A análise também registra que a semana começou com o milho valorizando mais de 3% na B3. A fonte não informa, no trecho disponível, o valor de referência usado para essa variação.

Em Chicago, o avanço da colheita nos Estados Unidos continua pressionando os preços. Segundo o relatório de andamento de safra do USDA, o trabalho ainda estava abaixo da média, mas poderia ganhar ritmo com o tempo seco previsto para os próximos dias no Meio-Oeste. A demanda externa pelo milho norte-americano aparentava estar firme, fator que limitava quedas maiores.

Para o produtor brasileiro, a avaliação é que o câmbio e o ritmo de compras da indústria nacional devem ter mais influência sobre os preços nesta semana do que as cotações de Chicago.

No cenário macroeconômico citado na análise, o Ibovespa caiu 10% no leilão de abertura, pouco antes das 10h, e acionou o circuit breaker, com pausa automática de 30 minutos nos negócios. O episódio foi descrito como o primeiro desde março de 2020, durante a pandemia. O trecho disponível da fonte não apresenta informações sobre a retomada do índice após a interrupção.

Redação

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