Estratégia prevê revenda parcelada ao conhecido, mas transfere ao comprador o risco de inadimplência e pode gerar conflitos
Uma estratégia apresentada pelo educador financeiro Enzo Rodrigo substitui o empréstimo direto do cartão de crédito pela compra do produto à vista e a revenda parcelada à pessoa que fez o pedido. A alternativa, porém, mantém com o comprador a responsabilidade pelo pagamento inicial caso as parcelas não sejam quitadas.
Enzo Rodrigo usou como exemplo uma máquina de lavar. Segundo a orientação, se o produto custa R$ 2 mil em dez parcelas, mas pode ser comprado por R$ 1 mil à vista, o proprietário do cartão poderia adquirir o item e revendê-lo ao conhecido por dez parcelas de R$ 200. Ao final, receberia R$ 2 mil, com diferença de R$ 1 mil entre o valor da compra e o total recebido.
A mesma lógica, de acordo com a proposta, poderia ser aplicada a celulares, eletrodomésticos e outros produtos. Nesse formato, a pessoa não apenas cederia o cartão, mas compraria o bem e faria uma venda parcelada.
A estratégia envolve risco de inadimplência. Se o comprador deixar de pagar, quem adquiriu o produto continuará responsável pelo desembolso inicial. A cobrança de parcelas entre conhecidos também pode provocar conflitos e desgaste nas relações pessoais.
A operação exige atenção ao preço, à garantia, à entrega, aos comprovantes e às condições de pagamento. A frequência e a forma de realização da atividade também podem ter implicações fiscais e jurídicas, segundo a orientação divulgada.
Entre os pontos que deveriam ser definidos antes do acordo estão o valor total, o número de parcelas, as datas de pagamento, a responsabilidade em caso de atraso e as condições para devolução do produto. A estratégia só se mostra vantajosa se a outra pessoa cumprir os pagamentos, de acordo com as informações divulgadas.



