Jean Carlos Batista Moura orienta consumidores a conferir os dados do destinatário antes de concluir transferências
Criminosos podem modificar o QR Code no momento do pagamento e direcionar o dinheiro para uma conta diferente da originalmente indicada, segundo o advogado Jean Carlos Batista Moura, presidente da Comissão de Direito Digital e Informática da OAB/GO.
Em entrevista publicada pela imprensa, Jean Carlos Batista Moura explicou que a fraude pode ocorrer durante a transação e que cada caso deve ser analisado individualmente para identificar onde houve a falha. A avaliação inclui verificar se o problema esteve relacionado à tecnologia utilizada pela empresa ou se o dispositivo do consumidor foi alvo de uma ação maliciosa.
A principal recomendação é conferir os dados exibidos antes de confirmar o pagamento. O consumidor deve verificar se a pessoa ou a instituição que receberá o valor corresponde ao destinatário pretendido.
O advogado também afirmou que as instituições financeiras possuem mecanismos para identificar operações suspeitas e bloquear determinadas transações, inclusive transferências instantâneas. Segundo ele, quando há falha no dever de segurança do banco, pode existir possibilidade de responsabilização e restituição dos valores, mas a análise depende das circunstâncias de cada situação.
Moura orientou vítimas a procurar ajuda e afirmou que, em alguns casos, é possível buscar a restituição do dinheiro perdido. Ele também ressaltou que a vergonha não deve impedir a procura por assistência.
Durante a entrevista, o advogado alertou ainda para o uso de inteligência artificial em golpes, incluindo clonagem de voz, vídeos falsos, imagens manipuladas e ligações nas quais criminosos tentam se passar por outras pessoas. A recomendação é desconfiar de situações que provoquem reação emocional imediata, evitar decisões sob pressão e conferir cuidadosamente os dados antes de realizar transferências.



